Novas aulas disponíveis... Namaste!
quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
um ano de blog... Obrigada!
Um ano de blog... obrigada a todos que se interessam!
सरस्वती नमस्तुभ्यं वरदे कामरूपिणी।
विद्यारम्भं करिष्यामि सिद्धिर्भवतु मे सदा॥
sarasvatī namastubhyaṁ varade kāmarūpiṇī |
vidyārambhaṁ kariṣyāmi siddhirbhavatu me sadā ||
Saudações a Ti, Ó Sarasvatī, que nos leva à essência, que preenche os desejos e que é a natureza daquilo que é desejado. Eu iniciarei o estudo deste conhecimento, que este estudo seja completado, com sucesso, por mim.
सरस्वती नमस्तुभ्यं वरदे कामरूपिणी।
विद्यारम्भं करिष्यामि सिद्धिर्भवतु मे सदा॥
sarasvatī namastubhyaṁ varade kāmarūpiṇī |
vidyārambhaṁ kariṣyāmi siddhirbhavatu me sadā ||
Saudações a Ti, Ó Sarasvatī, que nos leva à essência, que preenche os desejos e que é a natureza daquilo que é desejado. Eu iniciarei o estudo deste conhecimento, que este estudo seja completado, com sucesso, por mim.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Últimas Aulas disponíveis para ouvir on line
Namaste!
A pedidos, estamos disponibilizando por duas semanas as aulas que foram gravadas:
#Ishvaradarshanam, o estudo sobre a Visão de Vedanta, que acontece às sextas-feiras no Yogabhumi - terceira aula, dia 08 de abril.
#Yoga e a busca pela Felicidade, palestra realizada no Cantinho do Ser - Yoga, no sábado dia 09 de abril.
Que seja útil e que faça o bem!
Namaste! OM!
A pedidos, estamos disponibilizando por duas semanas as aulas que foram gravadas:
#Ishvaradarshanam, o estudo sobre a Visão de Vedanta, que acontece às sextas-feiras no Yogabhumi - terceira aula, dia 08 de abril.
#Yoga e a busca pela Felicidade, palestra realizada no Cantinho do Ser - Yoga, no sábado dia 09 de abril.
Que seja útil e que faça o bem!
Namaste! OM!
quarta-feira, 16 de março de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
# ĪŚVARADARŚANAM – A VISÃO DE VEDĀNTA
O professor começa o ensinamento com: īśā vāsyamidaṁ
sarvam... Tudo o que está na nossa frente é permeado por aquele que governa,
īśvara. Quando você olha para a página de um livro na sua frente, você
vê as letras que compõem as palavras ou a folha que as sustenta? Ao ler o texto
contido no livro, não nos damos conta de que a folha permeia o texto e, sem
ela, nenhum livro seria possível. Da mesma forma, tudo o que está à frente de
nós é sustentado por uma Ordem, que governa através de leis, a tudo permeando.
O que está na nossa frente? Podemos dizer que o Universo
está na nossa frente, com inúmeras galáxias e incontáveis planetas. Podemos
dizer que a Terra está em frente de nós, com rios e mares, continentes e
habitantes. Podemos dizer que a humanidade está em nossa frente, com pessoas
próximas e distantes, conhecidas e desconhecidas. Podemos dizer que o nosso
corpo está em frente de nós, pois estamos atentos às modificações do corpo, às
dores, às sensações e percepções. Podemos dizer que nossa mente está na nossa
frente, pois é na tela mental que os pensamentos e emoções se desenrolam antes
de serem externalizados.
Assim,
na nossa frente está um esquema de coisas, colocadas juntas inteligentemente e
com uma dada função. Se juntarmos duas pernas, dois braços, um tronco e uma
cabeça não fazemos um corpo. O corpo é formado por todas essas partes, mas as
partes colocadas juntas não formam o corpo. Há algo a mais num corpo. Há certa
inteligência que governa o funcionamento do corpo, regendo harmoniosamente
todas as partes.
Ao
nos darmos conta disso, podemos reconhecer que há uma Ordem. Há uma ordem que
funciona através de leis físicas, biológicas, fisiológicas; há leis que regem
todos os níveis que observarmos. Dessa forma, todas as partes compõem o todo;
todas as partes são permeadas pelo todo. Porém, o Todo é mais do que o
somatório das partes; é aquilo pelo qual todas as partes são sustentadas,
governadas, e devido ao qual todas funcionam em conjunto.
Idaṁ
sarvam é todo o
universo de coisas, inteligentemente colocadas juntas com um propósito, e que
está em frente de nós, mas que também nos inclui. E, essa Ordem, que a tudo
governa através de leis que podem ser observadas, é īśvara. Portanto, ao
olharmos para este todo que está na nossa frente, podemos apreciar a Ordem, a Realidade
que a tudo sustenta. Ao apreciar a Realidade temos “a visão de īśvara”, īśvaradarśanam.
Como podemos apreciar essa Realidade?
Para nos ajudar a responder essa pergunta, vamos estudar
alguns versos do capítulo V do texto chamado Durgā Saptaśatī, “700
versos sobre aquela que é difícil de ser alcançada”. É também chamado devīmāhātmyam
(a grandiosidade daquela que é brilhante) e faz parte do corpo de
conhecimento chamado purāṇa. Estima-se que foi escrito em sânscrito por
volta de 400 – 600 DC pelo ṛṣi Mārkaṇḍeya. É um texto muito famoso em
toda a Índia e descreve, simbolicamente, a vitória de Durgā sobre mahiṣāsura.
Neste
trecho que será estudado, também chamado Tantroktam devīsūktam,
encontramos a descrição de características que estão presente no coração de
todos os seres e, pela qual poderemos apreciar a Ordem claramente expressa
através delas.
Todos convidados para o estudo, durante seis sextas-feiras, no Yogabhumi, em Copacabana!
Maiores informações no link: Ishvaradarshanam - A visão de Vedanta
# YOGA E A BUSCA PELA FELICIDADE
O problema fundamental de todo ser humano é
a não aceitação de si
mesmo, porque não se conhece, em realidade, o que se é... Buscamos sempre algo diferente,
entre pessoas, coisas ou situações, para estarmos satisfeitos conosco.
O
coração, cerne, do ser humano é consciente de si mesmo, mas adquire certas identificações
ao longo da vida. E, com as identificações centradas no senso de Eu, certos complexos
surgem. Ao estabelecer uma identificação com as limitações, chego à conclusão
de que tudo o que não tenho será sempre muito maior do que tudo o que posso possuir.
Por isso, quando olho para mim mesmo, estou convencido de que “eu sou pequeno,
eu sou insignificante”. E, por me ver pequeno e sem valor, “Eu não sou aceitável
a mim mesmo”... Essas são conclusões que estão centradas no senso de eu.
Sendo
um ser auto consciente e com um senso de eu, seja quem for, vai chegar a esse
problema de que “eu sou pequeno e insignificante” e, por isso, não sou
aceitável como sou... Porque não me aceito, tudo passa a ser desejado no
intento de me fazer aceitável... mais força, mais poder, mais dinheiro, mais
habilidades e capacidades, mais, mais, mais... e me torno uma pessoa que está
sempre desejando, esperando, exigindo, demandando... Esse senso de pessoa que
deseja é descoberto ainda na criança. E, devido a esse indivíduo constantemente
“desejando”, não encontro paz e satisfação nem em mim mesmo nem com o mundo.
É
dito no capítulo dois da Bhagavadgita: “Contudo, aquele cuja mente está centrada,
movendo-se no mundo dos objetos com os órgãos dos sentidos sob seu controle,
livre de gostos e aversões, atinge a tranquilidade. Para a pessoa cuja mente é
tranquila, a destruição de toda dor e tristeza acontece. O conhecimento [da
natureza do Eu] se torna, em pouco tempo, bem estabelecido para aquele cuja
mente é tranquila. Para aquele que não é tranquilo, o conhecimento não existe. Também,
para aquele que não é tranquilo, a contemplação não existe. Para aquele que não
é contemplativo, a paz não existe. Para aquele que não tem paz, como pode haver
felicidade?”.
Em
síntese, com a mente agitada por ser uma pessoa que está sempre desejando, não
encontramos paz, não nos sentimos “em casa” em nós mesmos. Quando estamos “em
casa”, intimamente, experienciamos uma sensação de segurança e aceitação
irrestritas. “Em casa”, podemos relaxar todas as nossas expectativas e
cobranças; deixamos “de fora” as lutas diárias, e damos uma pausa nos esforços
para mudar algo que gostaríamos que fosse diferente... “Em casa”, sabemos que,
fundamentalmente, todos nos aceitam como somos e, esse relaxamento proveniente
da aceitação nos faz despertar a paz que mora no coração de uma pessoa que,
momentaneamente, não deseja nada diferente do que realmente é...
Quando
o desejo por mudança cessa; quando aquietamos as agitações da mente; quando
aceitamos a nós mesmos exatamente como somos aqui e agora, a paz se revela como
um estado íntimo de plenitude, em que o indivíduo se vê completo, pleno, em si
mesmo... E, o que é a felicidade que não este ‘estar em paz’, completo, em si
mesmo, por si mesmo e consigo mesmo?
No
capítulo sete da Chandogya Upanishad, o sábio Narada vai ao encontro do sábio Sanatkumara
e descreve seu problema: “Estou sentindo muita tristeza. Por favor, me ajude a
atravessar essa tristeza!”. O professor perguntou o que ele sabia e ele
respondeu que tinha na memória os 4 vedas, os 6 vedangas (disciplinas
acessórias como gramática etc.), várias outras disciplinas de conhecimento (como
astrologia etc.); e foi listando tudo q ele estudou... “Sou o grande Narada,
mas mesmo assim estou em grande tristeza!”.
O
professor reconheceu o problema e disse que ele não possuía o único conhecimento
que poderia tirá-lo dessa tristeza, que traria a aceitação de quem ele
verdadeiramente é... Esse conhecimento é chamado de Bhuma-Vidya, o conhecimento
daquilo que é livre de limitações... O que é livre de limitações, ilimitado? O
sábio diz que Bhuma, o ilimitado, é em verdade sukham [ananda], a felicidade...
As Upanishads afirmam que a felicidade é a realidade fundamental do indivíduo e
do todo, e que por natureza é o estado de ser livre de limitações. Contudo,
essa verdade, que mora no coração de todos, está coberta parcialmente por um
véu de ignorância e, por isso, não conseguimos reconhecer.
Com a mente calma e com os órgãos dos sentidos sob
controle, livre da agitação dos desejos, o conhecimento da natureza fundamental
do ser é possível de ser escutado e compreendido. E, para entender e lidar com
essa mente, para disciplinar os órgãos dos sentidos, para discernir sobre as
necessidades e desejos, ou seja, para se preparar para a aquisição desse
conhecimento, uma vida de Yoga é o caminho.
Com
uma vida de Yoga, ou seja, uma vida dedicada ao estudo e ao auto conhecimento, vou
me desfazer das falsas conclusões centradas no senso de eu e, encontrar um Eu
que é totalmente aceitável. Esse Eu aceitável é a fonte de toda experiência de
satisfação, pois por natureza é a própria felicidade.
Convidamos a todos para a palestra no Cantinho do Ser, no Flamengo. Maiores informações: Yoga e a busca pela Felicidade
OM TAT SAT!
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